EM VIAGEM - BALI I



Nos primeiros dias em Bali fiquei em Nusa Dua na zona sul da ilha. Por IDR 200,000 (€14,00) o próprio dono do hotel, Tanjung Sari Inn, onde fiquei foi-me buscar ao aeroporto. E IDR 1 200 000 (€84,00) foi o preço do quarto com pequeno-almoço incluído para 3 noites.


 

Só para curiosidade cada IDR 10 000 são cerca de €0,70. 

Embora o tempo seja quente, abafado digo, resolvi caminhar até encontrar uma praia e... desisti depois de 10 minutos a andar sem destino. E os taxis aqui têm o mau hábito de apitar a toda a gente o que se torna irritante a quem acaba de chegar de Londres e só quer descanso de barulhos irritantes. Enfim, para minha sorte - ou azar - um taxista levou-me para uma praia. (que por acaso ficava a menos de 2 min do meu hotel portanto fiz o caminho todo de volta). Ao lá chegar o taximetro nem esteve ligado durante a viagem e ele pediu-me IDR 40 000, pediu mais 30 000 e depois novamente os 40 000... Ou seja ao invés de me cobrar o mínimo (que era o que eu tinha de pagar por menos de 1km) queria cobrar-me mais. Mas ok, são só mais IDR 10 000... Pensei eu... E depois de lhe dar IDR 50 000 ele nem tinha troco!! Deu-me IDR 5 000. 

Ok. 

Na praia decidi ir fazer snorkeling (que correu super mal pois o senhor do barco largou-me em alto mar com o equipamento e ali se ficou, escusado é dizer que fiquei uns 15 min dentro de água e mesmo vendo alguns peixes não valeu a pena!) e depois fui à Turtle Island.

(eu relaxando num barquinho que a qualquer momento se podia virar)

Quando cheguei à Turtle Island ainda tive de pagar de entrada IDR 20 000. 


As tartarugas são presas durante o dia e depois soltas para o mar novamente e até existe um cantinho onde os ovos são depositados para chocarem e as pessoas assistirem à ida das pequenas para o oceano. E estas vivem até aos 210 anos enquanto outra espécie mais pequena vive apenas até aos 80. Vejam abaixo alguns dos amiguinhos que pude ver. 


Escusado é dizer que tive medo da maior parte deles, especialmente das cobras. Ainda encontrei aquela minha amiga que não via há muito tempo a agir naturalmente quando vê um macho...


E o prémio para maior e mais pequena fofura desta ilha vai para o pequeno Billy que me tentou roubar o guia de Bali para comer.


Depois restou relaxar no barco a caminho de casa! 


No dia seguinte fui até Padangbai para fazer mergulho e tirando a pressão dos ouvidos me destruir completamente adorei a experiência. Por apenas IDR 1 100 000 (€77,00) pude fazer 2 mergulhos. nestas águas cristalinas. (sem fotos *chorando*)

Outra coisa que nos cativa são as estátuas que são imensas e estão em todo o lado. São bem diferentes às que estamos habitados no ocidente.



Depois eu volto com mais fotos e posts.




EM VIAGEM

5 dias para Bali. 



Bilhetes de avião comprados. Hotéis reservados. Vontade guardada no bolso. 
Está quase, está quase!!

É engraçado.


Engraçado como me sinto uma bola de malabarismo nas mãos de um plano de vida que um dia me deixou cair. 
Engraçado como o corpo que outrora flutuava é hoje o primeiro a afundar, a não se encontrar e a preferir assim, perder-se num mar de desilusões e tempo perdido.
A corda que outrora separava as minhas mãos de um papagaio dançante ao vento é hoje a mesma que me, severamente, prende ambos os pulsos e me proíbe de voar. 

E digo que é engraçado porque pensei ter tudo sob controlo. Não gosto de desenhos e rascunhos inventados sobre os joelhos nem de castelos de areia que é levada pelo vento. Gosto de maquetes fixas em realidade. Gosto de metas e de planear cada traço até as alcançar.

Culpo a rotina? Culpo o tempo? Não.
Culpo-me a mim. E não deixo de me julgar. De julgar os meus passos errados com os quais não aprendo. Até a minha almofada me grita no silêncio da noite e me transtorna os sonhos que não quero ter. 

A rotina e o tempo não são desculpas para que tudo mude, não são desculpas para desistir à primeira dificuldade só porque é mais fácil largar tudo. A melhor desculpa é o peito vazio porque nunca será realmente uma desculpa, ninguém tem um peito vazio por culpa do tempo. Ninguém tem um peito vazio e culpa a rotina. Não há quem ou o que culpar mas tudo fica tão mais fácil e torna tudo tão mais leve mesmo quando se está vazio.