Confuso

11:41

Sou daquelas pessoas que dizem basta, chega de infelicidade, a partir de hoje não lhe digo mais nada. Mas assim que ressoa a oportunidade, assim que o tambor é atacado, também eu me jogo para a frente. Se há infelicidade é porque outrora, ali, já houve felicidade e é disso que eu ando à procura. Quero tirar a máscara da infelicidade e encontrar os olhos brilhantes, reluzentes de felicidade. Mas eu já os vejo e estão sem máscara. São olhos que balançam sentimentos e desfazem sonhos, mas as verdadeiras armas estão nas palavras que carrega que são jogadas sem nunca falhar o alvo. E mesmo que não me sejam dirigidas a mim, que sejam ao vento, este, encarrega-se sempre de as trazer até mim. E a confusão alastra-se, sou obrigado a fugir para não me magoar. Mas quanto mais fujo mais vontade tenho de voltar, menos sou capaz de andar. E as recordações sempre estão presentes para não me fazerem desistir. São elas que me jogam tudo e mais alguma coisa para me obrigar a caminhar. E eu digo-lhes que já ganhei, que não preciso mais que elas me deitem abaixo porque vou sempre ressurgir e quem sabe não as ataque, depois. Mas elas têm a certeza que vão ficar bem, porque embora as lágrimas ainda estejam quentes, não sou capaz de deitar fora estes sentimentos que me fazem sentir tão vivo... Mas eu fico bem, sempre fico.



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17 comentários

  1. Es cierto donde hay infelicidad quiere decir que, anteriormente, hubo dicha y Felicidad.
    Huimos, pero cuando lo hacemos más voluntad tenemos de retornar.
    Las Lágrimas estan aún calientes y la confusión se hace cada vez con nosotros más friamente.
    Muy buenas reflexiones, Paulo.
    Un abrazo.

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  2. Espero mesmo que fiques. Porque o mereces. Bem sabes.

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  3. Lindas palavras, puras como sempre.
    A gente sempre fica bem, seja qual for o mal, seja qual for o causador, ou por que quer que estejamos sofrendo já nascemos com a capacidade de sobreviver as piores dores!
    Não sei você mas acredito que sim, assim como eu escrever te liberta, dá animo e faz entender melhor o que está escondido atrás das lágrimas contidas.
    Beijinhos.
    Pri.
    Uma ótima semana!
    http://www.metamorfoseparalela.com.br/

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  4. Bom, é até engraçado esta vontade que sentimos de desistir de ser feliz pela provável infelicidade que parece ser sempre resultado de ser feliz. A vida é assim uma estrada de momentos claros e escuros, desejamos o mais confortável e prazeroso desta estrada por maior tempo possível, este desejo é que nos incentiva continuar numa estrada de caminhos que criamos e que não sabemos quais serão pois estes pertence ao futuro.
    Parabéns, mais outra obra tua que me admirou novamente. Paulo você tem um jeito de escrever que me agrada muito,me refiro a esta tradução dos sentimentos que nos invadem constantemente!

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  5. Como entendo...

    Volta atrás e usa-as de novo. Tenta mais do que uma vez.
    Abraço

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  6. Obrigada pelo teu último comentário Paulinho ^^

    Adorei o texto, fez-me voltar aos meus 16 anos, por várias razões...
    E as fotos, estão muito giras ;) *

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  7. Ficamos bem... amassados... mas é no fogo do amor que se nos prova a resistência do próprio coração...

    Um abraço

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  8. Creio que compreendi mesmo e ao ler este eu pude rever momentos da minha vida passados e recentes. Ah gosto de comentar mesmo o que consegui entender, de uma forma mais minima possível para que não pareça uma postagem nos comentários, rsrs.
    Abraço, e nesta comunicação que temos por comentários criamos uma amizade literária de trocas de sentidos muito legal.

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  9. Belas palavras...Espectacular....
    Cumprimentos

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  10. Foi-nos dada a força, mas é necessário a reconhecermos e depois
    a aplicarmos.

    Maria Luísa ( os7degraus )

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  11. Fique em meu blogs como seguidor,
    apenas para o não perder.
    Mas se não estiver interessado, fico grata, sempre, pela sua presença e suas palavras no meu poema.

    Maria Luísa

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  12. “…basta, chega de infelicidade, a partir de hoje não lhe digo mais nada…”
    Pois, eu também penso assim, quando penso, porque depois a “tentação” de querer as palavras, de querer as imagens, de querer…simplesmente de querer, leva-me a jogar também eu palavras ao vento, a ver se chegam a bom porto…
    Não consigo usar máscaras, já não consigo…talvez me esconda apenas atrás de um “fingido” sorriso, para dizer “estou bem”, umas brincadeiras umas piadas, mas os meus olhos falam mais alto do que eu…simples.

    ”Mas eu fico bem, sempre fico”, só tenho de ficar, temos de ficar…porque ninguém ficará por nós Pensador.
    Temos de procurar fazer das “fraquezas” das nossas confusões um caminho para a luz…fácil? Não disse que era…nada é.
    Saudades, volto…Beijo n´oteudoceolhar sobrinho querido*

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